Pintura flamenga

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A pintura flamenga floresceu no começo do século XV até o século XVII. A região de Flandres, no norte da Bélgica e nos Países Baixos, produziu os maiores pintores do norte da Europa e atraiu muitos outros de regiões vizinhas.

A Pintura flamenga surgiu igualmente através do desenvolvimento de uma mentalidade burguesa (comércio e banca; mercado da arte) e está ligado a uma evolução ideológica para novas formas menos trancendentais para com a Natureza: cultura visual fundamentada em tradições que privilegiam a observação atenta do mundo natural e valorizam a superfície material da imagem.

À visão sintética e unitária da perspectiva linear, contrapõe-se na pintura flamenga, uma análise meticulosa da realidade integrada numa concepção mais empírica do espaço. O elemento unificador é a luz que envolve todas as partes da representação, valorizando os mínimos pormenores.

O resultado é uma descrição extremamente precisa da riqueza do universo visível, onde o espaço atribuido ao homem não é central nem exclusivo, pois cada elemento, quer seja um objecto do quotidiano ou uma parte da paisagem, merece ser representado e adquire um significado simbólico.

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  • Gótico flamengo:

No século XV, o gótico internacional desenvolveu-se em duas vertentes: uma estava no sul da Europa, em Florença, e originou a Renascença italiana; a outra estava no norte, nos Países Baixos, o que daria início à Renascença flamenga.

Durante os séculos XV e metade do século XVI, o Condado de Flandres (atualmente na Bélgica), e partes do que atualmente é a Holanda, estavam sob domínio, respectivamente, do Ducado da Borgonha e da Casa de Habsburgo. Muitos dos pintores da época não eram flamengos, mas foram trabalhar nas ricas cidades de Bruges e Gante, que eram centros de internacionais de comércio.

A nova forma de pintura que surgiu nos Países Baixos, no começo do século XV distinguia-se pelo realismo. Os pintores flamengos trouxeram o sagrado para o mundo real: pintaram cenários domésticos, em salas e quartos.

Os meus favoritos:

Retrato de mulher de Robert Campin


O Casal Arnolfini de Jan van Eyck.

  • Renascimento flamengo:

No norte da Europa, a Renascença se materializou em torno da visão do realismo intenso da obra de Albrecht Dürer. Nos Países Baixos, os pintores seguiram o impulso setentrional para a observação precisa e para o naturalismo, no âmbito das paisagens e retratos. Assim como na Itália, a Renascença setentrional terminou com o Maneirismo, que durou uma geração a mais que na Itália.

Os meus favoritos:

Casamento de camponeses de Pieter Bruegel


  • Barroco flamengo:

Depois do Cerco a Antuérpia (1584-1585), as províncias ao sul da Holanda permaneceram sob dominação espanhola e se separaram da recém criada República da Holanda. Embora muitos artistas tenham fugido das guerras religiosas e se mudado para o sul da Holanda, o Barroco flamengo floresceu, especialmente com a Escola de Antuérpia, durante o século XVII e artistas como Rubens, Anthony van Dyck e Jacob Jordaens.


Os meus favoritos:

Retrato de Susanna Fourment de Rubens

Duplo retrato de Rubens e sua esposa Isabella Brant de Rubens

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Após a morte de grandes artistas como Rubens, em 1640, e o fim da Guerra dos Oito Anos, em 1648, a significância cultural de Flandres decaiu. Um renascimento da arte só aconteceu após a Revolução Belga de 1830. A partir desse período, os artistas são considerados belgas e não mais flamengos.

Só para vos aguçar o apetite!

Onde fica a Bélgica?

Comecemos pelo início: Onde fica a Bélgica?

Sim, eu sei, parece a primeira frase de um livro do tipo ‘Belgium for dummies’, mas é na verdade uma pergunta importante. Porque antes de vos poder contar tudo o que há para dizer sobre este país, devemos todos saber exactamente qual é a sua situação geográfica.

Ora, então, olhando para o mapa podemos ver que:

– A Bélgica faz fronteira com a França, a Alemanha, a Holanda e o Luxemburgo.

– Tem uma pequena costa marítima (Mar do Norte).

– A capital é Bruxelas.

– É composta por várias províncias (vamos aprofundar mais tarde).

– Tem uma rede ferroviária extensa que cobre todo o país.

Informações que podem parecer irrelevantes, mas que podem ser úteis mais tarde. Porque este pequeno país, que mais parece do tamanho de um lenço de papel amarrotado tão pequeno é, é grande em muitas coisas, complicado noutras, desconhecido na maioria. E por isso começo este blogue, para vos dar a conhecer a minha ‘casa’ dos últimos 7 anos.

Como esta ideia começou? Com a visita da minha amiga Rita há alguns dias. Percorremos o país as duas e aquilo que ela descobriu não era completamente novo, mas surpreendente por ser belga. A cerveja, a banda-desenhada, os pintores flamengos, os brusselenses, a música… muitas coisas eram-lhe já familiares, só não sabia que eram belgas.

Rita, este blogue é te dedicado.

Enjoy!